É neste quadro que no dia 11 de outubro de 2002, com uma população de cerca de 250 estudantes, distribuídos por sete cursos de licenciatura, começava a funcionar na cidade do Mindelo, em São Vicente, o Instituto de Estudos Superiores Isidoro da Graça, abreviadamente designado por IESIG, uma instituição com personalidade jurídica e dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial.
O nome do Instituto homenageia um cidadão comum desta cidade, que não pôde chegar aos estudos superiores em virtude das contingências da vida de uma família humilde do tempo em que nasceu e cresceu, mas que na Universidade da Vida soube cumprir o seu papel de pai, de cidadão, de trabalhador por conta própria e de empresário.
Desde o primeiro momento, o Instituto apresentou-se como um centro bem montado, com vista a servir uma população estudantil distribuída desde os mais jovens, os recém-saídos do 12º ano do Ensino Secundário, àqueles que já haviam saído do sistema educativo há uns tempo e que se integraram como funcionários nas instituições estatais e privadas.
Na sua especificidade o IESIG oferece uma alternativa de formação aos estudantes que acreditam no ensino superior em Cabo Verde e procuram ajustar-se às suas possibilidades financeiras. Do ponto de vista académico o IESIG tem dado passos significativos no sentido de se afirmar como um centro especializado de estudos cabo-verdianos, criando condições de investigação e de confronto de ideias a todos os pesquisadores nacionais e estrangeiros que se interessam tanto pelas áreas científico-tecnológicas como as das ciências sociais e humanas.
Os Estatutos do IESIG estão registados na Direção Geral do Ensino Superior e Ciência, sob o número 1/2004 e publicados no Boletim Oficial nº 32, IIIª Série, de 20 de agosto de 2004. Por Despacho de Sua Excelência Primeiro Ministro de Cabo Verde, de 23 de outubro de 2006, o IESIG foi reconhecido como pessoa coletiva de utilidade pública, nos termos do Decreto-Lei nº 59/2005, de 19 de setembro.
O modelo de gestão adotado preocupou-se fundamentalmente em manter uma dimensão adequada e prosseguir uma linha de consolidação das áreas e dos cursos existentes, melhorando a sua relação com as necessidades sociais e do mercado, evitando estratégias de expansão não sustentáveis. Deste modo o IESIG conseguiu financiar-se apenas com as propinas dos estudantes. É com essas receitas que o IESIG cresceu de forma sustentável, não só em termos científicos e pedagógicos, mas também em termos de infraestruturas. Paralelamente o IESIG organizou cursos de mestrado e de doutoramento em parceria com Universidades estrangeiras de modo a poder formar um corpo docente adequado e qualificado para as suas aspirações.
Com base no sucesso alcançado e na ambição sustentada e legitima, os promotores da Instituição decidiram solicitar ao Ministério que tutela o ensino superior a transição do estatuto de Instituto para Universidade. O Ministério, após verificar que o IESIG reunia as condições necessárias para ser Universidade, deferiu o pedido dos promotores.